segunda-feira, 4 de julho de 2011
Dicas para ter uma boa memória
Se deseja conquistar uma boa memória e combater o esquecimento
* Tente compreender, antes de decorar.
* Descubra e fixe a ideia-base das várias informações que deseja reter.
* Nunca perca de vista o todo, mesmo que tenha de dividir a matéria em partes para estudar melhor.
* Relacione a matéria nova com todos os conhecimentos já adquiridos. Amarre o novo ao antigo.
* Utilize a auto-avaliação para medir o seu nível de aprendizagem e orientar o estudo.
* Faça revisões periódicas para reavivar os conhecimentos.
* Tente compreender, antes de decorar.
* Descubra e fixe a ideia-base das várias informações que deseja reter.
* Nunca perca de vista o todo, mesmo que tenha de dividir a matéria em partes para estudar melhor.
* Relacione a matéria nova com todos os conhecimentos já adquiridos. Amarre o novo ao antigo.
* Utilize a auto-avaliação para medir o seu nível de aprendizagem e orientar o estudo.
* Faça revisões periódicas para reavivar os conhecimentos.
Número de revisões
Vários investigadores, entre os quais se destaca Ebbinghaus, estudaram a
velocidade do processo de esquecimento. Concluíram que o esquecimento é mais rápido
logo que termina a aprendizagem. Depois, vai desacelerando à medida que decorre o
tempo, até que esquecemos quase por completo.
Assim, as revisões devem ser periódicas e adequadamente espaçadas para
conseguirem travar a velocidade do esquecimento.
A quantidade e os intervalos dos exercícios de revisão variam consoante o
indivíduo e a matéria. Se o estudante deseja conservar um conhecimento para poder
usá-lo pela vida fora, terá de revê-lo mais vezes.
Um bom esquema de revisões é o seguinte:
velocidade do processo de esquecimento. Concluíram que o esquecimento é mais rápido
logo que termina a aprendizagem. Depois, vai desacelerando à medida que decorre o
tempo, até que esquecemos quase por completo.
Assim, as revisões devem ser periódicas e adequadamente espaçadas para
conseguirem travar a velocidade do esquecimento.
A quantidade e os intervalos dos exercícios de revisão variam consoante o
indivíduo e a matéria. Se o estudante deseja conservar um conhecimento para poder
usá-lo pela vida fora, terá de revê-lo mais vezes.
Um bom esquema de revisões é o seguinte:
* Revisão inicial - uma revisão logo a seguir à captação é muito eficaz,
porque ajuda a clarificar as ideias e a consolidar a aprendizagem. Uma
recapitulação rápida da matéria, antes de pôr os livros de parte,
fortalece a retenção.
porque ajuda a clarificar as ideias e a consolidar a aprendizagem. Uma
recapitulação rápida da matéria, antes de pôr os livros de parte,
fortalece a retenção.
*Revisões intermédias - podem ser feitas uma semana ou um mês
depois da aprendizagem e têm por finalidade reavivar a matéria
esquecida. Uma matéria super-aprendida (aprendida e revista várias
vezes) fica mais segura e aprofundada. Quando mais se repete mais se
aperfeiçoa.
*Revisão final - é a recapitulação geral dos tópicos essenciais, feita nodepois da aprendizagem e têm por finalidade reavivar a matéria
esquecida. Uma matéria super-aprendida (aprendida e revista várias
vezes) fica mais segura e aprofundada. Quando mais se repete mais se
aperfeiçoa.
próprio dia ou na véspera das provas. Mesmo os alunos que só
estudam «à última hora» devem guardar uns minutos para a revisão
final.
Como refrescar a memória
Não se pode confiar na memória humana como se confia na memória de um computador, que conserva todas as informações entradas até ordem em contrário.
A memória humana é selectiva. Guarda com vivacidade apenas os
conhecimentos mais significativos para a pessoa, permitindo que a maior parte caia no «saco» do esquecimento.
Mas atenção: esquecer não significa perder completamente aquilo que se aprendeu. A prova está no facto de que reaprender é mais fácil e mais rápido do que aprender pela primeira vez. Se já um dia soubemos bem a matéria, basta uma nova passagem para fazer reviver os conhecimentos que julgávamos mortos.
Com revisões adequadas, reaviva-se o aprendido. Refresca-se a memória.A memória humana é selectiva. Guarda com vivacidade apenas os
conhecimentos mais significativos para a pessoa, permitindo que a maior parte caia no «saco» do esquecimento.
Mas atenção: esquecer não significa perder completamente aquilo que se aprendeu. A prova está no facto de que reaprender é mais fácil e mais rápido do que aprender pela primeira vez. Se já um dia soubemos bem a matéria, basta uma nova passagem para fazer reviver os conhecimentos que julgávamos mortos.
Reduz-se a percentagem dos esquecimentos.
0 fenômeno do esquecimento
O esquecimento é um fenômeno natural que atinge todas as pessoas. «Não é um fenômeno negativo, um simples buraco na memória»,como diz Gusdorf. De fato, há coisas inúteis que vale a pena esquecer. Mas há coisas fundamentais que gostaríamos de não esquecer e esquecemos.
Que motivos nos levam a esquecer? Será que o tempo decorrido depois da aprendizagem faz empobrecer e deformar as lembranças como faz amarelecer as fotografias? Hoje, os investigadores da memória negam que o tempo, por si só, seja responsável pelo fenômeno do esquecimento. Atribuem o esquecimento às
interferências provocadas por outras atividades e às motivações do indivíduo.
Que motivos nos levam a esquecer? Será que o tempo decorrido depois da aprendizagem faz empobrecer e deformar as lembranças como faz amarelecer as fotografias? Hoje, os investigadores da memória negam que o tempo, por si só, seja responsável pelo fenômeno do esquecimento. Atribuem o esquecimento às
interferências provocadas por outras atividades e às motivações do indivíduo.
Revisão
Ponhamos a hipótese de que o estudante fez uma boa captação dos assuntos (1ªetapa) e verificou, através de uma auto-avaliação rigorosa (2ª etapa) , que sabe a matéria obrigatória para a prova de avaliação do dia seguinte. Pode dormir descansado! No entanto, se voltar a precisar da mesma matéria um mês depois, que acontecerá? Para responder, basta que cada um de nós pense no seguinte: «da matéria estudada há um mês, que quantidade seria capaz de recordar agora?» Sempre que existe um longo intervalo entre a aprendizagem inicial e as provas, podemos ser atraiçoados pelo esquecimento. Para combater o esquecimento, faz falta a revisão.
A revisão é a terceira etapa do método para uma boa memorização. Ela não serve para aprender; serve para reaprender.
A revisão é a terceira etapa do método para uma boa memorização. Ela não serve para aprender; serve para reaprender.
Auto-avaliação
A segunda etapa do método para a memorização é a auto-avaliação. Depois da
captação de uma determinada matéria (um capítulo, por exemplo), o estudante ganha se
fizer uma auto-avaliação ou exame a si próprio para tomar consciência do seu saber e da
sua ignorância. Porque há grande diferença entre saber e julgar que se sabe!
A auto-avaliação é um termómetro para medir a aprendizagem e uma bússola
para orientar o estudo.
captação de uma determinada matéria (um capítulo, por exemplo), o estudante ganha se
fizer uma auto-avaliação ou exame a si próprio para tomar consciência do seu saber e da
sua ignorância. Porque há grande diferença entre saber e julgar que se sabe!
A auto-avaliação é um termómetro para medir a aprendizagem e uma bússola
para orientar o estudo.
Medir a aprendizagem
Para medir o seu nível de aprendizagem, o estudante deverá fechar o livro ou o
caderno de apontamentos e tentar reproduzir, de forma pessoal (mentalmente, em voz
alta ou por escrito), o essencial do que assimilou. Sugerimos três processos eficientes de
auto-avaliação. O estudante poderá inventar outros ou escolher um destes:
caderno de apontamentos e tentar reproduzir, de forma pessoal (mentalmente, em voz
alta ou por escrito), o essencial do que assimilou. Sugerimos três processos eficientes de
auto-avaliação. O estudante poderá inventar outros ou escolher um destes:
* Elaborar esquemas ou resumos e confrontá-los com o texto original.
* Resolver os exercícios apresentados nos manuais e verificar as
soluções. sempre que as houver.
* Fazer perguntas a si próprio sobre os pontos mais significativos da
matéria e redigir respostas claras e rigorosas. Escrever respostas
permite verificar melhor o que se sabe e o que se ignora.
soluções. sempre que as houver.
* Fazer perguntas a si próprio sobre os pontos mais significativos da
matéria e redigir respostas claras e rigorosas. Escrever respostas
permite verificar melhor o que se sabe e o que se ignora.
Orientar o estudo
A auto-avaliação (como a avaliação fornecida pelos professores, ao longo do
ano) é uma bússola que ajuda a orientar o estudo, tornando-o mais eficiente. Várias experiências de psicologia atestam que uma pessoa, quando tem consciência do seu
nível de conhecimentos, consegue uma aprendizagem mais rápida e profunda.
O controlo exacto sobre a quantidade e a qualidade dos conhecimentos
adquiridos permite os seguintes benefícios:
ano) é uma bússola que ajuda a orientar o estudo, tornando-o mais eficiente. Várias experiências de psicologia atestam que uma pessoa, quando tem consciência do seu
nível de conhecimentos, consegue uma aprendizagem mais rápida e profunda.
O controlo exacto sobre a quantidade e a qualidade dos conhecimentos
adquiridos permite os seguintes benefícios:
*Estimular o interesse. Ao verificar que sabe, o estudante prova a
alegria de saber e aumenta o interesse pelo trabalho. Satisfeito e
estimulado, aprende melhor e dificilmente desiste antes de atingir a
meta.
alegria de saber e aumenta o interesse pelo trabalho. Satisfeito e
estimulado, aprende melhor e dificilmente desiste antes de atingir a
meta.
*Corrigir pontos fracos. O estudante que conhece, a tempo, os seus
pontos fracos, a matéria em que está «verde», pode remediar o
problema com revisões ou novas tentativas de aprendizagem. Só quem
conhece onde falhou e por que razão falhou tem hipóteses de corrigir
os seus erros ou o próprio método de estudo.
*Evitar surpresas. Através da auto-avaliação, o estudante adquire umapontos fracos, a matéria em que está «verde», pode remediar o
problema com revisões ou novas tentativas de aprendizagem. Só quem
conhece onde falhou e por que razão falhou tem hipóteses de corrigir
os seus erros ou o próprio método de estudo.
imagem mais objectiva de si mesmo e poderá evitar aflições ou
surpresas desagradáveis. Quem sabe o que vale não anda enganado
nem estranha a avaliação do professor.
Relacionar
Um bom processo de aprendizagem, que facilita a memorização, é
relacionar a matéria nova com todos os conhecimentos já adquiridos.
Os conhecimentos inter-relacionados, integrados uns nos outros, tornam-se mais
seguros. As aprendizagens novas não «voam» se forem amarradas às mais antigas. Daí a
eficácia de situar a matéria nova no conjunto do que já conhecemos.
Não há disciplinas nem conhecimentos independentes. O saber é um todo, como
o corpo humano é um todo. Aquilo que se sabe de uma disciplina pode servir para outra.
Por isso, um estudante inteligente aproveita sempre os seus conhecimentos anteriores e
a sua experiência para fundamentar novas aprendizagens. Perante uma nova matéria, um
estudante inteligente reflecte e relaciona: «isto faz-me pensar em...», «isto funciona
como...», «isto opõe-se a...».
Por um efeito de transferência positiva, conhecimentos anteriores bem
assimilados facilitam a captação e dificultam o esquecimento. Isto quer dizer que quanto
mais sólidas forem as bases maior garantia existe de o aluno captar os assuntos de uma
forma eficiente. Quem tem boas bases tem maiores facilidades.
relacionar a matéria nova com todos os conhecimentos já adquiridos.
Os conhecimentos inter-relacionados, integrados uns nos outros, tornam-se mais
seguros. As aprendizagens novas não «voam» se forem amarradas às mais antigas. Daí a
eficácia de situar a matéria nova no conjunto do que já conhecemos.
Não há disciplinas nem conhecimentos independentes. O saber é um todo, como
o corpo humano é um todo. Aquilo que se sabe de uma disciplina pode servir para outra.
Por isso, um estudante inteligente aproveita sempre os seus conhecimentos anteriores e
a sua experiência para fundamentar novas aprendizagens. Perante uma nova matéria, um
estudante inteligente reflecte e relaciona: «isto faz-me pensar em...», «isto funciona
como...», «isto opõe-se a...».
Por um efeito de transferência positiva, conhecimentos anteriores bem
assimilados facilitam a captação e dificultam o esquecimento. Isto quer dizer que quanto
mais sólidas forem as bases maior garantia existe de o aluno captar os assuntos de uma
forma eficiente. Quem tem boas bases tem maiores facilidades.
terça-feira, 28 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Organizar
Comecemos por uma simples experiência, com base em três listas de dez
palavras cada.
LISTA A LISTA B LISTA C
Aquela supermercado árvore
Criança compras peão
Que batatas casa
Brincava fruta balde
Com legumes carro
Uma queijo meia
Bola leite caneta
Estava pão giz
Muito dinheiro cimento
Feliz caixa lobo
Leia a lista A, uma vez. Agora, sem olhar a lista, escreva, por ordem, todas as
palavras, numa folha de papel.
Em seguida, proceda do mesmo modo com a lista B e a lista C.
Compare os resultados.
Afinal, o que aconteceu?
palavras cada.
LISTA A LISTA B LISTA C
Aquela supermercado árvore
Criança compras peão
Que batatas casa
Brincava fruta balde
Com legumes carro
Uma queijo meia
Bola leite caneta
Estava pão giz
Muito dinheiro cimento
Feliz caixa lobo
Leia a lista A, uma vez. Agora, sem olhar a lista, escreva, por ordem, todas as
palavras, numa folha de papel.
Em seguida, proceda do mesmo modo com a lista B e a lista C.
Compare os resultados.
Afinal, o que aconteceu?
*É provável que se tenha lembrado de todas as palavras da lista A, pois
constituem uma frase completa, um todo organizado.
constituem uma frase completa, um todo organizado.
*Quanto à lista B, talvez tenha falhado alguma coisa. Trata-se de uma
lista de palavras soltas, embora seja possível estabelecer uma certa
ligação dessas palavras em torno da ideia-chave «supermercado» ou
«compras».
lista de palavras soltas, embora seja possível estabelecer uma certa
ligação dessas palavras em torno da ideia-chave «supermercado» ou
«compras».
*Quanto à lista C, naturalmente os resultados serão menos
satisfatórios, porque as palavras não têm, à primeira vista, qualquer
ligação entre si.
Esta experiência mostra que a capacidade de aprender e recordar aumenta
quando os assuntos são bem estruturados e fazem sentido. Memoriza-se melhor um
todo ordenado do que fragmentos isolados. É por isso que os autores dos manuais se
preocupam em arrumar bem a matéria, para que os estudantes a captem melhor.
A memória imediata e espontânea capta facilmente o que é simples e agradável.
A memória activa ou intencional obriga a pessoa a organizar e a arrumar as suas ideias,
no «ficheiro cerebral», de modo a poder conservá-las.
Construir uma casa não é amontoar tijolos. Do mesmo modo, aprender não é
amontoar ideias dispersas no cérebro, como se fosse um cofre qualquer. Aprender é
saber «arquivar» os conhecimentos com organização.
Organizar as ideias implica, entre outras, duas condições básicas:
satisfatórios, porque as palavras não têm, à primeira vista, qualquer
ligação entre si.
Esta experiência mostra que a capacidade de aprender e recordar aumenta
quando os assuntos são bem estruturados e fazem sentido. Memoriza-se melhor um
todo ordenado do que fragmentos isolados. É por isso que os autores dos manuais se
preocupam em arrumar bem a matéria, para que os estudantes a captem melhor.
A memória imediata e espontânea capta facilmente o que é simples e agradável.
A memória activa ou intencional obriga a pessoa a organizar e a arrumar as suas ideias,
no «ficheiro cerebral», de modo a poder conservá-las.
Construir uma casa não é amontoar tijolos. Do mesmo modo, aprender não é
amontoar ideias dispersas no cérebro, como se fosse um cofre qualquer. Aprender é
saber «arquivar» os conhecimentos com organização.
Organizar as ideias implica, entre outras, duas condições básicas:
*Descobrir e fixar a ideia-base, a regra ou o principio organizador
da matéria. O cérebro guarda melhor as informações arrumadas em
torno da ideia principal. De pouco vale o esforço, se não se capta o
essencial.
*Não perder de vista o todo. Quando a matéria é complexa ou emda matéria. O cérebro guarda melhor as informações arrumadas em
torno da ideia principal. De pouco vale o esforço, se não se capta o
essencial.
grandes quantidades, é aconselhável dividi-la em partes e captar uma
de cada vez. Porém, não se deve perder a ligação de cada parte com o
todo. Para tal, poder-se-á fazer uma rápida revisão da matéria já
aprendida, antes de partir para novas aprendizagens.
Compreender
Há coisas que um estudante precisa de decorar como, por exemplo, o alfabeto,
verbos de uma língua estrangeira, regras de gramática, expressões técnicas e fórmulas de Física ou Matemática.
Para decorar, existem várias técnicas. Alguns estudantes repetem a matéria em
voz alta. Outros gravam fitas que ouvem mecanicamente. Outros ainda inventam
cantilenas, artifícios, truques...
Tudo isto pode resultar, mas resulta por pouco tempo, se não existir compreensão da matéria que se pretende aprender.
Uma boa captação não é o simples registo mecânico dos assuntos, como se
fôssemos gravadores de som e imagem. Só as coisas compreendidas entram na
memória «a longo prazo».
Decorar sem compreender é uma técnica que deixa as coisas «presas por
alfinetes». É, por isso, uma técnica muito falível, mesmo para quem deseja apenas aprender para «despejar» numa prova. A memória põe de lado o que não compreende e não considera útil.
O estudante que decora sem compreender faz um esforço inglório e desperdiça o
seu tempo. Frequentemente «baralha» as coisas e nem sequer tem consciência dos erros que comete. Qualquer professor experiente vê, de imediato, que ele fez um «enchido», uma «acumulação mecânica» e não sabe aquilo que diz.
Antes de decorar, é necessário compreender a matéria, perceber o seu
significado e a sua aplicação.
verbos de uma língua estrangeira, regras de gramática, expressões técnicas e fórmulas de Física ou Matemática.
Para decorar, existem várias técnicas. Alguns estudantes repetem a matéria em
voz alta. Outros gravam fitas que ouvem mecanicamente. Outros ainda inventam
cantilenas, artifícios, truques...
Tudo isto pode resultar, mas resulta por pouco tempo, se não existir compreensão da matéria que se pretende aprender.
Uma boa captação não é o simples registo mecânico dos assuntos, como se
fôssemos gravadores de som e imagem. Só as coisas compreendidas entram na
memória «a longo prazo».
Decorar sem compreender é uma técnica que deixa as coisas «presas por
alfinetes». É, por isso, uma técnica muito falível, mesmo para quem deseja apenas aprender para «despejar» numa prova. A memória põe de lado o que não compreende e não considera útil.
O estudante que decora sem compreender faz um esforço inglório e desperdiça o
seu tempo. Frequentemente «baralha» as coisas e nem sequer tem consciência dos erros que comete. Qualquer professor experiente vê, de imediato, que ele fez um «enchido», uma «acumulação mecânica» e não sabe aquilo que diz.
Antes de decorar, é necessário compreender a matéria, perceber o seu
significado e a sua aplicação.
Captação
A captação é a primeira etapa.
Ler um texto, ouvir um professor e observar a realidade são formas diferentes de
captação.
Uma boa captação dos assuntos implica:
Ler um texto, ouvir um professor e observar a realidade são formas diferentes de
captação.
Uma boa captação dos assuntos implica:
* compreender, antes de decorar;
* organizar as ideias;
* relacionar os conhecimentos.A memória tem de ser apoiada pela inteligência que compreende, organiza e
relaciona.
INTRODUÇÃO
Quando chega a hora de prestar provas, alguns estudantes ficam perturbados
com a sua falta de memória: «está mesmo debaixo da língua»; «não percebo o que
aconteceu, esqueci tudo».
Muitas vezes, a memória falha, porque a aprendizagem foi feita sem motivação
outras vezes, falha, porque a aprendizagem foi feita sem método. Melhorando a motivação e o método, a memória ganha eficiência.
O método que propomos é uma síntese de várias técnicas de estudo, baseadas na
psicologia da aprendizagem. Consta de três etapas: captação, auto-avaliação e revisão.
com a sua falta de memória: «está mesmo debaixo da língua»; «não percebo o que
aconteceu, esqueci tudo».
Muitas vezes, a memória falha, porque a aprendizagem foi feita sem motivação
outras vezes, falha, porque a aprendizagem foi feita sem método. Melhorando a motivação e o método, a memória ganha eficiência.
O método que propomos é uma síntese de várias técnicas de estudo, baseadas na
psicologia da aprendizagem. Consta de três etapas: captação, auto-avaliação e revisão.
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